sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Petrolífera de Eike perde 81% do valor, mas mantém planos

A OGX Petróleo e Gás, pertencente ao empresário Eike Batista, informou nesta sexta-feira que a crise financeira global não provocará nenhuma mudança nos planos de investimentos traçados pela companhia. As ações da OGX perderam 81% do valor desde os primeiros negócios com os papéis, em 13 de junho, até o fechamento na quinta-feira. O papel da empresa estreou cotado a R$ 1.345 na Bovespa, e fechou na quinta-feira a R$ 254.

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O presidente-executivo da OGX, Rodolfo Landim, afirmou que a companhia está bem capitalizada, com R$ 7,7 bilhões em caixa, depois de ter levantado o valor recorde de R$ 6,7 bilhões na oferta inicial de ações (IPO) em junho, e manterá o cronograma dos projetos de exploração e produção.

"Está tudo tranquilo para nós e funcionando como previsto. A crise não afeta nada a OGX", disse Landim na cerimônia de posse de novos diretores da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no Rio de Janeiro.

Nesta sexta, por volta das 12h, a ação da empresa apresentava recuperação, subindo 4,3%, enquanto o índice da bolsa subia 2%. "A OGX está capitalizada. Ela levantou todos os recursos necessários para os próximos 3 anos e meio", acrescentou Landim.

A empresa já afretou uma sonda para as primeiras perfurações nas áreas que arrematou na 9ª rodada de licitação de blocos de petróleo e gás.

Segundo Landim, que já foi diretor da Petrobras e da BR Distribuidora, as primeiras perfurações devem começar até setembro do ano que vem e a estimativa para início de produção comercial é para 2011.

A OGX já confirmou participação na próxima rodada de áreas de petróleo no Brasil. A empresa é uma das já qualificadas pela ANP para a 10ª rodada, que vai oferecer somente áreas em terra.

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