
A decisão do governador interino do Distrito Federal Paulo Octávio (DEM) em permanecer à frente do GDF (Governo do Distrito Federal) provocou reviravolta política na capital do país. Em entrevista ao R7, Paulo Octávio afirma que "optou pelo trabalho" e que chamará toda a cúpula do DEM para uma conversa nesta sexta-feira (19). O interino espera convencer os líderes partidários que sua permanência no cargo é o melhor para o partido e para o Distrito Federal. Ele diz que cogita "se desligar do DEM" se não entrar em um acordo com o partido.
- Por que o senhor decidiu ficar no cargo? Quais desafios o senhor vai enfrentar nos próximos dias?
Paulo Octávio - Serão desafios provisórios. Não sou governador ainda. Sou governador em exercício. Eu resolvi trabalhar. Foram muitos partidos ligando, pedindo para eu não renunciar. Recebi apelos da comunidade, da população.
- Existirá constrangimento por parte do DEM?
Paulo Octávio - Vai, certamente. O partido queria que eu renunciasse. A tendência é eu me desligar do partido.
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- Quais as prioridades do governo, agora?
Paulo Octávio - As obras que estão sendo executadas e o próprio governo.
- O senhor pretende pedir apoio à Câmara? Como será a relação com o Legislativo?
Paulo Octávio - Será a melhor possível. Uma relação institucional, séria, a melhor possível. Voltarei à Câmara sempre que for chamado.
- Quais os próximos passos para o senhor vencer a crise de governabilidade?
Paulo Octávio - Faremos um esforço. Amanhã vou convocar uma reunião com os secretários. Vou convocar todos.
- E o pedido do DEM para que todos os filiados deixassem os cargos?
Paulo Octávio - Aí é uma decisão dos secretários com o DEM. Os democratas vão discutir essa questão. O DEM quer que eu saia, mas eu fui eleito democraticamente. Amanhã vou buscar uma solução para isso. Vou conversar com os deputados federais, distritais, presidente do partido.
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